As Línguas do Novo Testamento

INTRODUÇĂO

Neste artigo, continuaremos a provar que o Aramaico é de fato o idioma no qual o B’rit Chadashá (Novo Testamento) foi originalmente escrito.

Futuramente, pretendo complementar este trabalho com número ainda maior de evidências.

POLISEMIA – O GRANDE TRUNFO

A Polissemia é um indício linguístico tão forte, mas tão forte, que somente ele já seria suficiente para provar que o grego não é o texto original. Mas, em que consiste a polissemia? Um pequeno exemplo simples ajudará a entender este conceito. Considere que estamos pesquisando manuscritos em português e em inglês para verificarmos qual é o original. Considere que temos três manuscritos:

– Um manuscrito em português possui a frase \”É uma gravata\”.

– Outro manuscrito em português, ao invés disto, diz: \”É um empate\”

– O manuscrito em inglês diz: \”It´s a tie\”

Qual deles é o manuscrito original? Posso afirmar sem medo de errar que é o manuscrito em inglês. Porquê? Porque a palavra `tie’ pode ser traduzida tanto como `gravata’ quanto como `empate’, dependendo do contexto. Se um dos manuscritos em português fosse o original, não haveria como explicar a existência da variante. A única possibilidade plausível é a de que o original em inglês foi traduzido por uma pessoa como `gravata’ e por outra como `empate’. Este é o conceito da POLISEMIA, uma palavra que gera diferentes traduções dependendo do manuscrito.

Isto posto, é importante ressaltar que existem DEZENAS de exemplos de polissemia do aramaico para o grego. Principalmente pelo fato das línguas semitas possuírem como característica o ter poucas palavras com muitos significados diferentes. Em alguns casos, chegamos a ter mais de cinco diferentes manuscritos no grego, e a palavra na Peshitta aramaica poderia ser traduzida como qualquer uma das cinco, tornando-se, portanto, evidente a originalidade do aramaico. Vejamos alguns exemplos de polissemia:

  1. Em 1 Coríntios 13:3, em alguns manuscritos no grego encontramos a palavra `queimar’, em outros a palavra `vangloriar’. No Aramaico, a raiz é a mesma para ambas as palavras.
  2. Em Mateus 16:16, os manuscritos gregos Bizantino e de Alexandria ambos dizem Yahuh da vida’, enquanto o Codex Bezea diz Yahuh da salvação’. No Aramaico, a palavra `vida’ é também usada no sentido de salvação.
  3. Em 1 Pedro 3:13, alguns manuscritos do grego trazem `zelosos’ enquanto outros trazem `imitadores’. A raiz no Aramaico é a mesma para ambas as palavras.
  4. Em Apocalipse 2:20, alguns manuscritos do grego trazem `tolerar’ enquanto outros trazem `sofrer’. A raiz no Aramaico é a mesma para ambas as palavras.
  5. Em Efésios 1:18, alguns manuscritos do grego (Alexandrinos) trazem `coração’ enquanto outros (Bizantinos) trazem `entendimento’. A razão é uma expressão idiomática do Aramaico, pois a expressão `olhos do coração’ quer dizer `entendimento’.
  6. Em Lucas 11:49, a maioria dos manuscritos do grego trazem `expulsar’ enquanto o Textus Receptus traz `perseguir’. A palavra no Aramaico possui ambos significados.

POESIA, QUIASMOS E TROCADILHOS NO TEXTO

Outro indício forte da origem semita do Novo Testamento são as estruturas poéticas presentes nos textos bíblicos. Alguns trechos evidenciam nitidamente poesias e trocadilhos. Como exemplo de poesia temos (não será explicitado aqui porque demandaria muito trabalho). Um exemplo interessantíssimo de trocadilho é o de Atos 9:33-34. Neste texto, um homem chamado Aneas é curado. Ora, `Aneas’ vem da raiz do Aramaico `anah’ que quer dizer `afligido’. Quando Pedro fala com ele, não repete o nome, mas sim diz `Homem aflito, Yahushua HaMashiach te cura’. Este trocadilho é completamente perdido no grego, que traduz ambas as ocasiões como sendo o nome do homem em questão.

ERROS TEOLÓGICOS NO GREGO, INEXISTENTES NO ARAMAICO

Alguns trechos no texto grego possuem erros teológicos sérios, que resultam da tradução errada do Aramaico. Como exemplo, podemos citar:

  1. Nos evangelhos, encontramos uma menção a Simão, o Leproso (???) no texto grego (Mt. 26:6 e Mc. 14:3). O problema é que seria impossível um leproso viver dentro de Betânia. A explicação está no Aramaico. As palavras que indicam `leproso’ e `fabricante de jarros’ são semelhantes no Aramaico (Gar’ba = leproso e Garaba = fabricante de jarros). Uma vez que o Aramaico é escrito sem vogais, as duas palavras são escritas de forma idêntica. Repare que logo na sequência há uma mulher trazendo um jarro. A conclusão é óbvia: Simão era fabricante de jarros, e não leproso.
  2. O livro de Atos (8:27) no grego fala da história de Filipe e um eunuco. Ora, o problema é que o tal eunuco está a caminho de Jerusalém, para adorar a Yahuh. Ou seja: estava indo ao Templo. Ora, um eunuco não só não seria aceito como prosélito do Judaísmo, como jamais seria permitido entrar no Templo. Mais uma vez, a resposta está no Aramaico: a palavra usada para `eunuco’ pode também significar `crente em Yahuh´ (no Aramaico: M’Haimna). Ou seja, o \”eunuco\” em questão não era um eunuco, mas sim uma pessoa que temia ao Yahuh de Israel.

ERROS HISTÓRICOS DO GREGO, INEXISTENTES NO ARAMAICO:

  1. Um grande erro histórico que há nos manuscritos gregos é chamar de `mar’ alguns lagos de Israel, como o de Galil (conhecido popularmente como `mar da Galileia’). Este erro é motivo de piada entre os ateus, que questionam uma possível falta de conhecimento de geografia da parte de Yahuh. No Aramaico, a palavra `Yamah’ pode ser usada tanto para mares quanto para lagos ou grandes porções de água, tais como o lago de Galil em questão.
  2. Outro grave erro histórico está na genealogia de Yahushua. A genealogia em Mateus (no grego) não só difere da de Lucas, como diz ter havido 14 gerações após Bavel e cita apenas 13 (???). Isto é facilmente resolvido pelos manuscritos no Aramaico, que não contém este erro. A explanação em detalhes será feita em outro artigo, visto que é um tanto o quanto extensa.
  3. O livro de Atos, capítulo 11 cita uma fome no mundo inteiro, a qual motiva os líderes da igreja a pedir ajuda em Antioquia aos seguidores da região de Yehudá (Judá). Ora, se a fome era mundial, isso não faz o menor sentido, pois como poderiam os de Antioquia ajudar? A resposta está no aramaico, pois a palavra `Era’ (em hebraico `Erets’) é usada nas Escrituras tanto para denotar o mundo todo quanto para denotar a terra prometida. Portanto, a fome era em Israel e não no mundo.

CONTRADIÇŐES NO GREGO, D-US NĂO CONHECE SUA PRÓPRIA PALAVRA?

Uma evidência bem grave contra os manuscritos gregos é o fato de haver contradição entre os mesmos e o Tanach (Primeiro Testamento): detalhes pequenos que poderiam até passar desapercebidos aos olhos da grande maioria, mas que fazem diferença. Embora tenha havido tentativas, ninguém é capaz de explicar de forma convincente os dois erros abaixo, que NĂO aparecem no Aramaico:

  1. Mateus 27:9 cita Zacarias 11:12-13 mas diz que o texto é de Jeremias. Que gafe! Será que Yahuh não conhece a própria palavra? O Aramaico diz apenas algo do tipo `assim disse o profeta’, sem citar nomes.
  2. Marcos 2:26 no grego cita a `Abiatar’ como sendo o sumo sacerdote nos tempos do rei David. Contudo, 1 Samuel 21:1 e 22:20 dizem que Aimeleque, pai de Abiatar, é que era o sumo sacerdote. Furo de quem traduziu para o grego, pois o Aramaico não contém este problema.

ERROS CAUSADOS POR TRADUÇĂO ERRADA DO ARAMAICO:

Algumas frases no Novo Testamento no grego chegam a ser cômicas, de tão estranhas. Quando analisamos a raiz da palavra no aramaico, vemos nitidamente a razão de tal confusão. Eis alguns exemplos:

  1. Você já tentou passar um camelo por uma agulha? Pois é, acontece que nosso tradutor para o grego fez uma grande confusão em (Mt. 19:24, Mk. 10:25 e Lc. 18:25). A palavra em questão, no aramaico, é `Gamla’.  Da forma como é escrita (sem vogais pois o Aramaico não possui vogal), pode tanto indicar `camelo’ quanto `corda’. A última opção é obviamente a melhor: `mais fácil passar uma corda por uma agulha…’
  2. Você já salgou alguma coisa com fogo? No entanto, Marcos 9:49 no grego fala em `salgar com fogo’ (???). O problema é que a palavra que é usada para `salgar’ também pode ser usada para `pulverizar (no sentido de destruir)’, que obviamente faz muito mais sentido neste caso. O tradutor do grego foi influenciado pelo texto sobre o sal da terra, que vem logo a seguir mas que nada tem de relação com esta frase.

Êxodo 20:8-11

4º Mandamento

Você já imaginou que se nossos carros fossem todos equipados com uma linha wifi, ligada diretamente com o Detran, e que toda vez que você não cumprisse uma lei de trânsito, automaticamente você recebesse uma multa?

Imagine esta situação! Agora imagine a lei sobre velocidade em uma pista: No Brasil, existe uma regulamentação para cada tipo de pista, onde a velocidade máxima é determinada e a mínima também.. isso mesmo, a definição da velocidade mínima também é prevista na lei. Mas infelizmente, quase a totalidade dos motoristas não se importa com esta parte da lei. Mas ai eu pergunto: só porque a maioria dos motoristas não dá atenção para esta parte da lei, ela deixa de ser lei, ou de ter importância?

É neste ponto que quero chamar sua atenção…

O 4º mandamento diz:

“Lembra-te do dia do sábado, para o santificar.
Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra…” Êxodo 20:8 e 9

 O quarto mandamento encobre os versículos 8,9,10 e 11, porém, a mim bastam somente o 8 e o 9 para comprovar que os sabatistas não guardam o quarto mandamento, e sim uma fração dele, assim como os brasileiros a respeito da lei de trânsito referente a velocidade.

Se eu perguntar a um sabatista, se posso mudar o sábado por um outro dia da semana qualquer e adotá-lo como dia de guarda, ele imediatamente me falará que isso é impossível, pois o mandamento define o sábado como dia de guarda, se fosse possível trocar por outro dia, o mandamento diria para se separar um dia e guardá-lo, e não o sábado exatamente.

Pois bem… devo dizer que concordo absolutamente com este pensamento!
Mas o que não consigo entender é como lidam justamente com a outra parte do mandamento: se ele diz que se deve trabalhar 6 dias e descansar no sábado, porque que é que os sabatistas se apegam tanto a uma parte do mandamento e deixam de lado a outra? Pode-se contar nos dedos de uma mão, aquele sabatista que trabalha de domingo a sexta-feira… a quase totalidade de sabatistas NÃO trabalham nos domingos, e isso claramente é contra o mandamento.

Se o mandamento é claro para um sabatista, em dizer que o dia de guarda é o sábado e obviamente por este motivo não se há margem para mudar ele para outro dia, porque se pode simplesmente ignorar a parte do mandamento que diz que se deve trabalhar nos outros 6 dias da semana, e simplesmente deixar de trabalhar em um outro dia?

Este mesmo princípio deve ser aplicado para todo o mandamento.. ele determina em qual dia preciso descansar, mas também determina em quais eu tenho que trabalhar… se um sabatista, por conta própria decide não guardar o sábado, obviamente ele estará infringindo o quarto mandamento… e por que não estaria infringindo o mesmo mandamento se ele simplesmente deixar de trabalhar os 6 dias da semana que o mandamento está determinando que se trabalhe?

A resposta é simples: HIPOCRISIA.

Se você é sabatista, saiba que, a cada domingo que você fica em casa, sem trabalhar (remunerado), aproveitando o *”FINAL DE SEMANA” você está infringindo o 4º mandamento, assim como se você estivesse trabalhando no sábado.
PENSE NISSO…

* FINAL DE SEMANA – se para um sabatista, o sétimo dia é o último dia da semana, o domingo é obviamente o primeiro dia da semana, portanto, um sabatista NUNCA poderia chamar o conjunto de dias, sábado + domingo, de FINAL DE SEMANA.

Nossas considerações é que se de fato o Estado Islâmico for a Besta de Apocalipse 17, teremos mais 9 “poderes” se unindo a ela a fim de colocar Israel e tudo que se é conhecido por cristianismo abaixo. Estamos de olho nas notícias e assim que elas aparecerem, vamos postando aqui.

Beirute, Líbano. O grupo jihadista Estado Islâmico aceitou o juramento de lealdade dos islamitas nigerianos do Boko Haram, segundo uma gravação de áudio apresentada como um discurso do porta-voz do EI, difundida nesta quinta nas redes sociais.

“Anunciamos a boa nova da expansão do califado para a África Ocidental porque o califa, que Deus o preserve, aceitou a lealdade dos nossos irmãos do grupo sunita para a pregação e a jihad”, disse Mohammed al-Adnani, porta-voz do EI, em alusão ao nome em árabe do Boko Haram.

Ele mesmo uma radicalização do Islã sunita, o EI tomou grandes pedaços do território iraquiano e da Síria, onde declarou um “califado”, e também recebeu declarações de lealdade de jihadistas no Egito e na Líbia.

No sábado, em uma gravação atribuída ao líder do Boko Haram, Abubakar Shekau, ele disse, “nós anunciamos nossa lealdade ao Califa dos Muçulmanos, Ibrahim ibn Awad ibn Ibrahim al-Husseini al-Qurashi”, referindo-se ao líder do EI, Abu Bakr al-Baghdadi.

Exército iraquiano lança nova etapa da operação em Tikrit

Tikrit, Iraque. Os sons de foguetes e morteiros eram ouvidos em Tikrit nesta quinta, enquanto forças de segurança iraquianas enfrentavam militantes do grupo Estado Islâmico, um dia depois de entrarem na cidade sunita, onde nasceu o ex-ditador Saddam Hussein.

A retomada de Tikrit é vista como um passo importante em relação aos extremistas, que tomaram boa parte do norte e oeste do Iraque no ano passado e controlam um terço do Iraque e da Síria. Tropas iraquianas e milicianos xiitas aliados entraram em Tikrit pela primeira vez na quarta-feira, a partir de pontos no norte e no sul da cidade.

O chefe da operação militar disse nesta quinta que as tropas lançariam a segunda fase da ofensiva ainda nesta quinta, na medida em que tentam alcançar o centro da cidade. Os militantes tentam expulsar as forças de segurança com francoatiradores.

O chefe da operação militar disse nesta quinta que as tropas lançariam a segunda fase da ofensiva ainda nesta quinta, na medida em que tentam alcançar o centro da cidade. Os militantes tentam expulsar as forças de segurança com francoatiradores.

FONTE : OGLOBO

A Besta do apocalipse jpg

 

Quem nunca se perguntou quem é a besta de Revelação 17:11?

Este é um dos assuntos que mais traz dúvida na cabeça de um curioso em profecias. E temos que admitir que infelizmente poucos tem a resposta correta para esta pergunta. São tantas teorias que acaba ficando quase impossível para alguém que não estuda profundamente o assunto saber responder quem é a besta. Conheço várias pessoas que são estudiosos de profecias, e mesmo assim fazem uma confusão danada quando lhes é perguntado isso, e muitas vezes não conseguem dar a resposta correta a este “enigma” profético.

Mas como este assunto não deveria ser um “bicho de sete cabeças” (não resisti ao trocadilho…rs), com muita atenção, muito estudo e mais ainda, com a orientação de YaHuh através de Seu espírito, podemos interpretar o que Apocalipse 17 está apontando quando lemos besta, prostituta, cabeças, chifres e etc…

E a besta, que era e não é, também é ele, o oitavo rei, e procede dos sete, e caminha para a destruição”.  (Apocalipse 17:11)

Para uma análise mais correta, é necessário que o capítulo 17 todo seja analisado em detalhes.

Seguem os fatos:

  • A besta: era, já não é, vai reviver e vai para aniquilação total (v.9 e 10);
  • Ela simboliza 7 reinos/reis: 5 já foram, um existe, o outro ficará por pouco tempo (v.9 e 10);
  • A besta é o oitavo reino e é um dos sete (v.11);
  • Os 10 chifres ainda não são nada na época de Yochanan (João), porém serão 10 soberanos que ainda não receberam seus reinos, mas receberão autoridade por 1 hora junto com a besta;
  • Os 10 chifres entregarão o poder a besta, que lutará contra YaHuShua (J-sus), e perderá;
  • O anjo declara que as águas que a prostituta está assentada são os povos, multidões, nações e línguas de toda a terra;
  • Os 10 chifres e a besta odiarão a mulher (prostituta), e á deixará nua e arruinada, e comerão sua carne e a exterminarão com fogo. ( A prostituta será destruída pela besta e os 10 chifres) (v.16)
  • A mulher que viste é a grande cidade que reina sobre os reis da terra (v.18).

Creio que estas informações tiradas do capítulo 17 são suficientes para começarmos a desenvolver o assunto!

Apocalipse diz que a besta, já foi (passado), que será o oitavo rei (futuro), e que não é (presente). Mas o que seriam estes setes? Oitavo? Os versículos de 9 a 11 nos informam que são sete montes e sete reis. Na época de Yochanan 5 tinham existido, um existia na época dele e outros 2 haveriam de vir: o sétimo por pouco tempo (1 ano), e o oitavo era um que já havia existido.

Como pode a besta ser o oitavo rei e ainda proceder de um dos sete? Apocalipse 13:3 responde a questão:

 “Então, vi uma de suas cabeças como golpeada de morte, mas essa ferida mortal foi curada; e toda a terra se maravilhou, seguindo a besta”. (Apocalipse 13:3)

De acordo com este versículo, uma das sete cabeças da besta sofreu uma ferida mortal, mas esta ferida mortal foi curada fazendo o mundo se surpreender. Isso levanta a questão: Como as sete cabeças da besta representam sete montanhas, que por sua vez representam sete reis; quem são esses reis e qual será o rei que vai ser representado pela cabeça ferida que é curada e volta à vida? Estes reis representados por montanhas são sete impérios, pois a Bíblia em várias passagens nos diz que as montanhas representam reinos. Em Jeremias lemos:

“Pagarei, ante os vossos próprios olhos, à Babilônia e a todos os moradores da Caldéia toda a maldade que fizeram em Sião, diz o SENHOR. Eis que sou contra ti, ó monte que destróis, diz o SENHOR, que destróis toda a terra; estenderei a mão contra ti, e te revolverei das rochas, e farei de ti um monte em chamas”.  (Jeremias 51:24-25)

Nesta passagem, YaHuh compara o Império Babilônico a uma montanha. Em Daniel também lemos que, quando YaHuShua estabelecer o seu reino, será como uma grande montanha enchendo toda a terra (Daniel 2:35,44).

Então, quem são estes sete reinos que são mencionados em Apocalipse 17? Estes são os sete impérios que tinham e que teriam influência sobre o povo e a terra de Israel, como se pode notar, do ponto de vista de YaHuh, esses reinos não são sobre quem conquistou quem, como os Persas que conquistaram a Babilônia e como os Gregos que conquistaram a Persia, mas sobre quem tem autoridade sobre o povo e a terra de Israel.

Estes são os seis reinos que tiveram domínio sobre o povo e a terra de Israel:

  1. Império Egípcio, que perseguiu o povo de Israel durante a época do Êxodo
  2. Império Assírio, que levou o reino do norte de Israel em cativeiro
  3. Império Babilônico, que levou o reino do sul de Judá para o cativeiro
  4. Império Persa, que quase destruiu os judeus através de Hamã de acordo com o livro de Ester
  5. Império Grego, que profanou o Templo Judeu através do rei selêucida Antíoco Epifânio
  6. Império Romano, que destruiu Jerusalém e dispersou os judeus no ano 70 d.C. (o reino que “é” no momento de Yochanan).

Infelizmente, o problema é identificar o sétimo, já que ele não havia vindo no tempo de Yochanan, e quando vir ficará por pouco tempo (1 ano/profético?). (Posição do Editor):Creio que possa ser a vinda da confederação de dez nações que são representados pelos dez chifres da besta, mas ainda não podemos saber se essa confederação de dez reis terá influência sobre a terra e o povo de Israel antes do surgimento do Anticristo.

A besta que será o oitavo é também um dos sete: isso significa que a besta que representa um dos sete reinos voltará no futuro, como um império revivido. Alguns dizem que a besta é um homem, e em Daniel 7, lemos que uma besta representa um reino, até mesmo que a cabeça do reino também pode ser identificado como a besta, pois ele é o governante do reino. Mas o propósito agora é identificar qual das sete cabeças será revivida e que voltará como o oitavo animal.

Muitos estudiosos de profecias dizem que a cabeça curada da besta é o renascimento do Império Romano. Isso é impossível, porque o anjo diz a Yochanan que a besta que deveria ser revivida, “não era” durante o tempo da revelação do livro do Apocalipse, isso quer dizer que esta besta já tinha sido e já não existia à época de Yochanan. O sexto reino foi o Império Romano , exatamente no momento em que Yochanan recebia a visão, e a besta deveria ser um dos cinco que já tinham caído.

Perceba novamente o versículo:

“E a besta, que era e não é, também é ele, o oitavo rei, e procede dos sete, e caminha para a destruição”.  (Apocalipse 17:11)

O anjo diz que o animal “era e não é“, já havia passado. O Império Romano era o reino que estava no poder na época, portanto, a besta que foi, voltaria novamente como o oitavo reino. Temos cinco opções, a partir dos cinco reinos que já haviam existido quando Yochanan estava recebendo a visão. Estas cinco opções seriam:

  1. Império Egípcio
  2. Império Assírio
  3. Império Babilônico
  4. Império Medo-Persa
  5. Império Grego

Um desses cinco reinos será a besta que será o oitavo rei, que era um dos sete. O texto fala que a besta, que é o oitavo, vai para a destruição. A palavra traduzida por destruição é a palavra grega “apolea”, que significa “aniquilação”, “destruição total” e “destruição que consiste de miséria eterna no inferno“, segundo o dicionário de termos ‘Strong’. Isto define que este reino revivido vai sofrer a destruição total para nunca existirem novamente.

Para o Egito não existe promessa de destruição eterna, Isaías 19 diz que apesar do juízo de YaHuh sobre o Egito, o Egito existirá no Milênio,  conforme Isaías 19:23-25.

Também temos a Assíria, já que o Anticristo é chamado de ‘O Assírio’. Embora YaHuh prometa destruir o Anticristo em Isaías 14:25, e de destruir o orgulho da Assíria de acordo com Zacarias 10:11, e de consumir a terra da Assíria à espada, de acordo com Miquéias 5:5-6, temos a confirmação que a Assíria não sofrerá a destruição total e eterna, pois também será uma nação presente no milênio (Isaías 19:23-25).

Já a Persia é mencionada como inimiga de Israel nos últimos dias e como aliada do Anticristo, mas também não à profecia de destruição eterna para a Pérsia. Desde que o Império Grego foi dividido em quatro cabeças (leopardo de Daniel 7), é improvável que o Império Grego volte para sofrer a destruição eterna. Entendo que a dinastia selêucida poderia ser revivida de alguma forma, já que o Anticristo viria da dinastia selêucida do Império Grego.

Daniel 11:21-45 diz que o Anticristo é chamado de ‘rei do norte‘, e ‘o rei feroz de semblante‘, em Daniel 8:23. Daniel referem-se a um governante da divisão selêucida do Império Grego. Mas o problema é que a divisão selêucida do Império Grego era um território muito grande, incluindo a moderna Síria, Iraque, Irã, Paquistão e Afeganistão. Isso impede que se possa identificar uma região muito específica. Antíoco Epifânes, foi o antítipo de YaHuShua e governou a região da Síria, porém a Síria naquele momento abrangia um território muito maior que Síria atual, e incluía partes da Turquia e do norte do Iraque da atualidade.

O que restou é o Império Babilônico. A promessa profética é que o oitavo reino teria um fim definitivo, aniquilação total. E isso é o que a Bíblia diz que irá acontecer com a Babilônia. Isaías 13-14, Jeremias 50-51 e Apocalipse 18, relata que o Império Babilônico sofrerá uma destruição a ponto de nenhum ser humano viver lá novamente. Essas profecias não podem referir-se á queda de Babilônia em 539 a.C. por Ciro, Imperador Persa, porque a Babilônia não foi destruída nesta conquista.

A Babilônia foi conquistada politicamente, sem uma única batalha, isso não permite que concluamos que as profecias de Isaías e Jeremias tenham tido o seu cumprimento naquele momento. Segue alguns dos versículos que citam a destruição da Babilônia:

“Babilônia, a jóia dos reinos, glória e orgulho dos caldeus, será como Sodoma e Gomorra, quando YaHuh as transtornou. Nunca jamais será habitada, ninguém morará nela de geração em geração; o arábio não armará ali a sua tenda, nem tampouco os pastores farão ali deitar os seus rebanhos. Porém, nela, as feras do deserto repousarão, e as suas casas se encherão de corujas; ali habitarão os avestruzes, e os sátiros pularão ali. As hienas uivarão nos seus castelos; os chacais, nos seus palácios de prazer; está prestes a chegar o seu tempo, e os seus dias não se prolongarão”.  (Isaías 13:19-22).

Esta destruição vai acontecer no tempo da Tribulação, veja o contexto em comparação a Mateus 24:29:

“Eis que vem o Dia do SENHOR, dia cruel, com ira e ardente furor, para converter a terra em assolação e dela destruir os pecadores. Porque as estrelas e constelações dos céus não darão a sua luz; o sol, logo ao nascer, se escurecerá, e a lua não fará resplandecer a sua luz . (Isaías 13:9-10).

“Logo em seguida à tribulação daqueles dias, o sol escurecerá, a lua não dará a sua claridade, as estrelas cairão do firmamento, e os poderes dos céus serão abalados”. (Mateus 24:29)

“Por causa da indignação do SENHOR, não será habitada; antes, se tornará de todo deserta; qualquer que passar por Babilônia se espantará e assobiará por causa de todas as suas pragas. … Por isso, as feras do deserto com os chacais habitarão em Babilônia; também os avestruzes habitarão nela, e nunca mais será povoada, nem habitada de geração em geração, como quando YaHuh destruiu a Sodoma, e a Gomorra, e às suas cidades vizinhas, diz o SENHOR; assim, ninguém habitará ali, nem morará nela homem algum. … De ti não se tirarão pedras, nem para o ângulo nem para fundamentos, porque te tornarás em desolação perpétua, diz o SENHOR. … Estremece a terra e se contorce em dores, porque cada um dos desígnios do SENHOR está firme contra Babilônia, para fazer da terra da Babilônia uma desolação, sem que haja quem nela habite”. (Jeremias 50:13,39-40; 51:26,29)

Babilônia será destruída para sempre e nunca será habitada novamente, conforme os versos supracitados. Essas profecias ainda não alcançaram o cumprimento, pois hoje existem pessoas que vivem na região da antiga Babilônia, onde atualmente fica o Iraque. Estas profecias falam de um futuro, possivelmente depois da sua destruição total, logo após que for a capital política do oitavo reino. Estas profecias também dizem que Babilônia será destruída por fogo, como o foram Sodoma e Gomorra. É o que diz Apocalipse 18:

“Ora, chorarão e se lamentarão sobre ela os reis da terra, que com ela se prostituíram e viveram em luxúria, quando virem a fumaceira do seu incêndio, e, conservando- se de longe, pelo medo do seu tormento, dizem: Ai! Ai! Tu, grande cidade, Babilônia, tu, poderosa cidade! Pois, em uma só hora, chegou o teu juízo.” (Apocalipse 18:9-10).

Como estes versículos referem-se ao futuro, Babilônia voltará a ser influente nos últimos dias. Ela será o reino do Anticristo, que é chamado em Isaías 14:4: “o rei da Babilônia“. Isaías descreve a descrição da destruição da Babilônia, começa em Isaías 13 com a restauração de Israel à sua terra quando eles vão cantar um provérbio contra o seu opressor, que será o Anticristo:

“No dia em que YaHuh vier a dar-te descanso do teu trabalho, das tuas angústias e da dura servidão com que te fizeram servir, então, proferirás este motejo contra o rei da Babilônia e dirás: Como cessou o opressor! Como acabou a tirania! (Isaías 14:3-4)

Isaías 14:12-15 diz que este rei da Babilônia, que oprime Israel também é referido como Lúcifer, e que deseja ser como o Altíssimo:

“Tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do Norte; subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo.” (Isaías 14:13-14)

Lúcifer é o anticristo declarando-se ser YaHuh, como lemos:

“…o qual se opõe e se levanta contra tudo que se chama YaHuh ou é objeto de culto, a ponto de assentar-se no santuário de YaHuh, ostentando-se como se fosse o próprio YaHuh.”  (2 Tessalonicenses 2:4)

Isaías 14 não está apenas falando de Lucífer, mas também está falando sobre o rei da Babilônia, que será possuído por Satanás ou será o próprio Satanás transformado. Sem mesmo perder ou alterar os temas, Isaías 14:25 também se refere a ele como “o Assírio”.

“Jurou o SENHOR dos Exércitos, dizendo: Como pensei, assim sucederá, e, como determinei, assim se efetuará. Quebrantarei a Assíria na minha terra e nas minhas montanhas a pisarei, para que o seu jugo se aparte de Israel, e a sua carga se desvie dos ombros dele.” (Isaías 14:24-25)

É importante salientar que o centro político da Assíria, quanto o da Babilônia estão dentro dos limites do Iraque atual, e como a história aponta, o Iraque virou a atenção do mundo nas duas últimas décadas, e isso será cada vez mais evidente, para que a profecia bíblica possa ser cumprida.

Como apontei anteriormente, a besta vai para a destruição, ou seja, ela vai sofrer destruição total e eterna. Para a Assíria não está prometido a destruição eterna, uma vez que vai ser uma nação ao lado de Israel e do Egito, no Milênio (Isaías 19:23-25). A Babilônia, por outro lado, sofrerá a destruição eterna como se vê claramente em Isaías 13-14, Jeremias 50-51 e Apocalipse 18. O fato da Babilônia vir a ser revivida, de uma forma ou de outra, resulta da passagem de Apocalipse. Este poderia ser um renascimento da Babilônia como o reino da besta que não era e que retorna como o oitavo, que era um dos sete.

Isto tudo cria dois problemas: o primeiro é que o Anticristo é chamado de rei do Norte em Daniel 11 e a Babilônia, no Iraque, fica a oeste de Israel, e não no norte, como informa Daniel 11. A possível solução para este problema poderia ser que O Anticristo é chamado de Assírio e o coração da antiga Assíria é ao norte-oeste de Israel. Uma vez que a Bíblia não usa o termo norte-oeste e termos como este são modernos, o Anticristo poderá vir dessa região, que curiosamente está dentro das fronteiras do Iraque. Isto é confirmado em Miquéias 5:5-6, como a terra de Nimrod, que de acordo com Gênesis 10:8-11, principalmente Nínive e Babel estão localizados na antiga Mesopotâmia, que está dentro das fronteiras do Iraque.

O segundo problema que lemos em Daniel 8 e 11, é que o Anticristo vem da divisão selêucida do Império Grego. A solução para este problema poderia ser o seguinte: a Babilônia e a Assíria estavam sob o domínio selêucida, em outras palavras, parece que o que há para acontecer é um renascimento simultâneo dos assírios, babilônicos e de reinos selêucidas, todos absorvidos por um reino regional.

Creio que esta é a ideia Apocalipse 13:2 parece mostrar, porque a besta tem o corpo de um leopardo, que fala do reino grego (a divisão selêucida é o que está em vista à luz de Daniel 8 e 11), tem a boca de um leão, o que fala do Império Babilônico de Daniel 7, os pés de um urso, que representa o Império Persa de Daniel 7 (a Pérsia foi absorvida pelo selêucida Unido) e o Império Assírio, que além de ser em si um reino soberano, foi absorvido pelo reinos babilônico, persa e selêucidas também.

É muito difícil de descrever como essas coisas vão acontecer, mas me parece que algo é certo nisso tudo; o Anticristo e seu reino são a combinação dos assírios, babilônicos e de reinos selêucidas. O Império Babilônico será ressuscitado e tomará seu lugar, a região do Iraque vai ressurgir a tal forma que irá ter influência maior que qualquer outra nação na política do Oriente Médio.

Quando isso acontecer, Babilônia será escolhida para ser a capital política e econômica da região, com intuito de a profecia seja cumprida. O Império Babilônico voltará e o mundo  irá se maravilhar com a besta que era e volta à vida. Ela será inimiga mortal de Israel, porque em Miquéias 4, fala que Israel será novamente levado cativo para a Babilônia. Não é à toa que vemos a voz de Deus dizendo:

“Ouvi outra voz do céu, dizendo: Retirai- vos dela, povo meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos;” (Apocalipse 18:4)

Esta profecia além de servir de base para interpretação sobre Babilônia ser realmente a besta de Apocalipse 17, também serve de referência para os judeus que estarão cativos na Babilônia, durante o tempo de sua destruição.

Fique atento a toda movimentação política daquela região. Posso estar muito errado, e se for o caso, com certeza me retratarei aqui, mas na opinião de quem lhes escreve, temos um cenário sendo montado naquela região: ontem (17/02/2015) vi várias reportagens sendo divulgadas sobre o estado Islâmico matando cristãos no litoral da Líbia, conforme a “mensagem” passada pelos carrascos, eles estavam ao norte de Roma, recado este, enviado aos cristãos em geral, mas principalmente a igreja católica. Por hora, não posso afirmar que isso é o que parece ser dentro daquilo que foi escrito aqui, mas poderá ser confirmado ou não mais no futuro. Pelo que vimos em Apocalipse 17, a besta irá destruir a mulher (Roma Papal/Vaticano), e isso até agora se encaixa com os fatos que estão acontecendo e poderão acontecer num futuro próximo.

Que YaHuh abençoe todos nós. Amém!

Law

Hoje quero abordar um assunto de certa forma polêmico para muitas pessoas. Tenho muitos parentes adventistas, e como já falei aqui no blog, sou ex-adventista (31 anos de adventismo), ex-teologando, ex-colportor, então, mesmo que meus artigos sirvam para todos, normalmente eles são canalizados para membros desta religião. E neste artigo especificamente, o assunto será sobre o sábado.

Muitas religiões atualmente seguem os 10 mandamentos, assim como os Adventistas do Sétimo Dia, Batistas do Sétimo Dia e outros. Estas religiões por algum motivo não comprovado tratam o quarto mandamento como superior aos outros nove. Isso se comprova na abordagem sabática insistente deles, como se o resto da bíblia não tivesse valor algum. Tenho minhas teorias por que isso acontece, e a principal delas tem haver com a transformação do quarto mandamento em identidade. Como eles creem que o sábado é sinal dos escolhidos, o ego os torna especiais, digo até que no fundo, eles se sentem melhores que os outros, e o sábado se torna uma identidade para eles. Todas as pessoas defendem sua identidade com todas as forças, a partir daí você já pode imaginar. Mas voltando ao foco, este artigo é exatamente para estes grupos que guardam o sábado como sendo um item (às vezes o único) para a salvação.

Defendem que aqueles que não guardam o sábado estão perdidos, não poderão herdar a salvação. Mas será que este pensamento está correto?

Como ex-adventista e profundo conhecedor das doutrinas e argumentações utilizadas por eles, vou contrapor cada detalhe deste assunto, e se possível, desmistificar definitivamente a ligação entre salvação e guarda do sábado para um não judeu.

SÁBADO NA CRIAÇÃO

É inapropriado falar de sábado sem começar por este ponto: para sabatistas devemos guardar o sábado porque YaHuh (D-us no secular) o santificou, abençoou e descansou no sétimo dia da criação:

E havendo Deus acabado no dia sétimo a obra que fizera, descansou no sétimo dia de toda a sua obra, que tinha feito.
E abençoou Deus o dia sétimo, e o santificou; porque nele descansou de toda a sua obra que Deus criara e fizera. Gen. 2:2 e 3

Quero aqui fazer uma primeira observação: todos sabem que o pentateuco foi escrito por MeHuShua (Moisés no secular), portanto, hoje nós sabemos em detalhes o que se passou no evento da criação por causa de MeHuShua que nos informou quais foram os sentimentos que HaShem teve com cada etapa da criação. É o mesmo processo de uma biografia, o autor irá contar fatos da vida de outra pessoa, fatos que foram estudados, foram pesquisados, entrevistados para se conseguir a informação, mas veja a importância de uma biografia autorizada em que a pessoa -foco da obra – está participando do processo, ela passa o que sentiu, seus sentimentos são apresentados, pois ela mesma está ali dando a informação adicional e que faz toda a diferença para uma biografia. Da mesma forma, nós hoje, só sabemos o que YaHuh sentiu na criação, porque está “biografia” tinha o principal personagem presente. Se não fosse por isso, nos nunca saberíamos quais foram os sentimentos de YaHuh na criação. E quando isso aconteceu? Somente depois que MeHuShua escreveu o pentateuco, antes disso, o que se sabia era o que era passado verbalmente de geração a geração, histórias sem este tipo de detalhe, pois era impossível saber este tipo de detalhe antes do pentateuco.

Este é o caso do versículo acima, só sabemos o que YaHuh sentiu e fez porque a revelação foi dada a MeHuShua, se não fosse isso, nunca saberíamos o que YaHuh pensou em cada etapa da criação. Os sabatistas alegam que os versículos de Gênesis são confirmados com o quarto mandamento:

Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro das tuas portas. Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o Senhor o dia do sábado, e o santificou. Ex. 20:8-11

A alegação é bem simples, o “Lembra-te” do inicio do mandamento se refere aos versículos de Gênesis. Em um estudo ou discussão com um sabatista você irá ouvir que antes mesmo de os mandamentos serem dados ao povo de Israel, eles já guardavam o sábado, pois Yahuh já havia dado este mandamento a Adomah e Havváh (Adão e Eva) e eles passaram para seus filhos que passaram para os seus, de geração por geração. Como argumentação, quero fazer um desafio aos sabatistas; mostrar qualquer versículo bíblico que diga que alguém antes do êxodo tenha guardado o sábado fora Yahuh na criação. Você não vai encontrar nem um único versículo dizendo isso, e por um motivo, isso não existiu.

Como foi supracitado, o povo não podia lembrar-se de algo que não conhecia até então. Eles não tinham estas informações, MeHuShua escreveu o pentateuco muito tempo depois.(Existem controvérsias a respeito disso, mas não é o ponto agora).
Mas então a que se referindo quando manda o povo lembrar no quarto mandamento? A resposta é bem simples, no capítulo 16 de Êxodo, YaHuh introduz o sábado para o povo, quando dá a orientação para o povo colher maná todos os dias da semana, menos no sábado.

Então disse o Senhor a Moisés: Eis que vos farei chover pão dos céus, e o povo sairá, e colherá diariamente a porção para cada dia, para que eu o prove se anda em minha lei ou não. E acontecerá, no sexto dia, que prepararão o que colherem; e será o dobro do que colhem cada dia. E ele disse-lhes: Isto é o que o Senhor tem dito: Amanhã é repouso, o santo sábado do Senhor… E guardaram-no até o dia seguinte, como Moisés tinha ordenado… Então disse Moisés: Comei-o hoje, porquanto hoje é o sábado do Senhor; hoje não o achareis no campo… Seis dias o colhereis, mas o sétimo dia é o sábado; nele não haverá. E aconteceu ao sétimo dia, que alguns do povo saíram para colher, mas não o acharam. Então disse o Senhor a Moisés: Até quando recusareis guardar os meus mandamentos e as minhas leis? Vede, porquanto o Senhor vos deu o sábado, portanto ele no sexto dia vos dá pão para dois dias; cada um fique no seu lugar, ninguém saia do seu lugar no sétimo dia. Assim repousou o povo no sétimo dia. Êxodo 16:4-30

Perceba que o texto é bem claro em informar que YaHuh manda o maná para provar o povo. Então vem as instruções, todos os dias cairia o maná do céu, e eles não deveriam guardar pois no outro dia iria cair novamente, aí está a provação por parte de YaHuh, Ele queria provar o povo para ver se eles teriam fé, se eles creriam na promessa diária. Mesmo assim, o relato informa que alguns colheram maná a mais e guardaram, e ele amanheceu estragado e com insetos. Então YaHuh diz para que no sexto dia eles deveriam colher em dobro, pois no sábado não cairia, e veja que interessante, no versículo 27 o texto relata que mesmo assim alguns ainda foram colher no sábado. Perceba que esta informação deixa claro que o povo não tinha familiaridade nenhuma com o sábado, e nunca haviam considerado o sábado como uma lei divina. Os sabatistas alegam que o sábado era passado verbalmente de geração em geração entre os hebreus, que só não havia sido escrita, mas o texto prova que eles não tinham intimidade nenhuma com o sábado. Quando o texto do mandamento ordena lembrar-se do sábado, ele está justamente se referindo a algo que eles haviam recebido há pouco tempo, no capítulo 16, por isso precisavam lembrar-se, pois não era algo natural a eles, este procedimento foi a forma que YaHuh usou para fazer que o sábado virasse algo corriqueiro para os hebreus a partir daquele momento.

Que Yahuh nós abençoe. Amém.

Obs.: O assunto é muito complexo, exige muito volume de conteúdo, portanto, ele será dividido em vários tópicos diferentes. O próximo será: “A questão sabática – Para quem?”

 

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